Utz, Paulo!.... Fico chateado também, pois sei como era legal essa bike.
Vou torcer para que você ainda a encontre...
Mas sei como é ruim essa sensação de ser subtraído. Vai aqui então, de consolo, um momento inspirado da Nina (que redundância...), de quem eu sei que você gosta. É para lembrar o que de bom a gente ainda tem.
Abs,
Victor
domingo, 6 de setembro de 2009
Números e índices
O Correio Braziliense de hoje traz na matéria "Violência crescente, política ineficiente", assinada por Diego Moraes (assinantes podem ler clicando aqui), a seguinte tabela:
Diego, você estava com a faca e o queijo à mão, mas deixou de cortá-lo e oferecer a seus leitores um quadro mais realístico da situação mundial. A amostra que você reproduziu pode levar o leitor a entender que o trânsito da China mata mais do que o do Egito, ou que a violência do trânsito é muito semelhante na Argentina e na Alemanha.
Você poderia ajudar o leitor criando mais uma coluna na tabela para um índice muito comum entre as pessoas que trabalham com trânsito: o número anual de mortos para cada 10.000 veículos da frota (outro índice comum entre nós é o número anual de mortos para cada 100.000 habitantes, mas talvez você não tivesse a seu alcance dados sobre as populações dos países).
Veja o resultado se, além de inserir a nova coluna, você tivesse reordenado a lista de países por esse índice:
| país | frota | mortes por ano | mortes por ano / 10.00 veículos |
| Egito | 4.300.000 | 40.000 | 93,0 |
| Rússia | 38.695.996 | 35.972 | 9,3 |
| Brasil | 49.644.025 | 35.155 | 7,1 |
| China | 145.288.994 | 96.611 | 6,6 |
| Indonésia | 63.318.522 | 37.972 | 6,0 |
| Argentina | 12.399.887 | 5.281 | 4,3 |
| EUA | 251.422.509 | 42.642 | 1,7 |
| Alemanha | 55.511.374 | 4.949 | 0,9 |
sábado, 5 de setembro de 2009
Sem bicicleta
Minha bicicleta foi roubada. Na garagem do prédio em que moro, entre as 19h30 da quinta 3 e as 8h30 da manhã de ontem. Era uma bela bicicleta, que comprei de Victor há menos de um ano.
Tinha deixado na oficina para uma lubrificação. Peguei de volta ao meio-dia da quarta, pedalei até o restaurante, depois de volta para o trabalho e, já à noite, para casa. Estava macia, me fez lembrar do feriado na segunda que vem: dois dias seguidos para pedalar no Eixão do Lazer.
Quinta é dia de ficar preso ao carro. Ela estava na garagem quando saí às 7 da manhã e quando estacionei à noite. Foi a última vez que a vi. No dia seguinte só havia o cabo cortado do cadeado...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Paixão pelo amarelo
Artigo de Nelson Motta n'O Globo de hoje:
Nas ruas de grandes cidades americanas e europeias sempre me admiro com o respeito, e o temor, dos motoristas pelas leis de trânsito. Não há horário ou pretexto para que algum carro avance com o sinal amarelo. Pode até ranger freios e pneus, dar um susto no passageiro, até mesmo levar uma encostada na traseira, mas ninguém cruza a faixa de pedestres no amarelo. Não só a multa é pesadíssima, como o infrator tem que comparecer ao tribunal, perde pontos na carteira, tem uma grossa chateação.
Paixão pelo amarelo
Nas ruas de grandes cidades americanas e europeias sempre me admiro com o respeito, e o temor, dos motoristas pelas leis de trânsito. Não há horário ou pretexto para que algum carro avance com o sinal amarelo. Pode até ranger freios e pneus, dar um susto no passageiro, até mesmo levar uma encostada na traseira, mas ninguém cruza a faixa de pedestres no amarelo. Não só a multa é pesadíssima, como o infrator tem que comparecer ao tribunal, perde pontos na carteira, tem uma grossa chateação.
É um comportamento profundamente arraigado nos motoristas e um símbolo de convívio urbano civilizado. Entre nós é justamente o contrário.
Porque no Brasil em geral, e no Rio de Janeiro em particular, a regra é aproveitar até o último restinho de amarelo antes do vermelho e ser mais esperto do que os outros. Pelo menos até o próximo sinal.
Em cidades mais violentas e inseguras como Rio, Recife, Belo Horizonte e Vitória, nem o sinal vermelho é respeitado, por motivos óbvios: para não ser assaltado, hoje um clássico urbano brasileiro.
O Estado é incapaz de dar segurança ao cidadão e não pode puni-lo por proteger sua própria vida. Mas mesmo em nossas cidades mais civilizadas o amarelo é como um extra, um bônus, um “chorinho” do verde.
Não é preciso ser nenhum professor DaMatta para perceber que, mais do que um mau hábito perigoso, é uma metáfora do nosso jeito brasileiro de ser. A pressa que leva ao atraso.
Acostumado a atravessar as ruas do Rio de Janeiro depressa, mesmo com a luz verde, e depois de olhar para os dois lados, até em vias de mão única, tive um choque de civilização em Roma quando descobri, incrédulo, que onde não havia sinal bastava colocar o pé na faixa para que todos os carros parassem imediatamente, em qualquer lugar ou horário, por mais movimentados que fossem.
Mas nós amamos tanto o amarelo, símbolo do ouro na nossa bandeira e na camisa da seleção, que o usamos até para mostrar desprezo. Se falta coragem a alguém em um momento decisivo, diz-se que amarelou. Como o senador Mercadante, que para não ficar vermelho por cinco minutos vai ficar amarelo o resto da vida.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Está chegando o DIA SEM CARRO
22 de setembro é o Dia Mundial SEM CARRO. Até hoje, aqui em Brasília, ainda não tivemos experiências marcantes, que de fato promovam a vida independente do carro. Um dia chegaremos lá.
Por ora, segue um convite do Ministério das Cidades. Clique na imagem para visualizar.
sábado, 15 de agosto de 2009
"Tarifa não precisa pagar custo de transporte"
O mesmo título de uma postagem aqui no mês passado foi dado à chamada para uma entrevista minha que foi publicada alguns dias atrás no portal Passa Palavra: confira clicando aqui.
Pedro Davison
Um convite de Beth e Persio Davison a quem estiver em Brasília na próxima quarta-feira, 19 de agosto:
Na próxima quarta-feira, às 19h30, na Igrejinha da 308 Sul, será celebrada missa em memória do nosso filho Pedro Davison por ocasião do 3º ano que passamos sem a sua presença entre nós.
* * *
Na próxima quarta-feira, às 19h30, na Igrejinha da 308 Sul, será celebrada missa em memória do nosso filho Pedro Davison por ocasião do 3º ano que passamos sem a sua presença entre nós.
Contamos com a participação de todos aqueles que comungam com os ideais que nortearam o caminho do Pedro de respeito à vida e a harmonia com a natureza como princípios para uma sociedade mais justa e feliz.
Pedrinho acreditava que a ação de cada um fazia a diferença; tinha a bicicleta como opção de transporte saudável e ambientalmente sustentável e a fé na construção de um futuro livre da violência e do desrespeito aos direitos que marcam nosso cotidiano.
A dor da sua ausência e o vazio que angustia serão companheiras na alma de todos que o amavam, mas não impedirão que sua alegria de viver, seu exemplo de bondade, simplicidade e compreensão permaneçam como guias de fé no compromisso que todos temos de lutar por um mundo melhor, justo e com respeito ao direito de cada um construir sua própria felicidade.
O amor do Pedro pelo ciclismo nos fez engajar na luta pelo direito de escolha do uso da bicicleta como opção de transporte.
Agradecemos a Deus pelo filho que nos deu e por nos ter proporcionado a alegria de tê-lo junto a nós por esses vinte e cinco anos.
Agradecemos também por todos aqueles que nos ajudam no dia a dia a reconstruir um futuro possível.
A missa pelo Pedrinho será também a lembrança de tantos outros que se foram em iguais circunstâncias; às famílias igualmente vítimas da violência; um ato de fé e esperança naqueles que tem o compromisso da mudança; àqueles que não dizem sim ao inaceitável.
Obrigado a todos que puderem participar e ficaremos imensamente reconhecidos aos que comparecerem em suas bicicletas.
Beth e Persio Davison
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