Parece que a bruxa andou solta nesta noite. No Rio, um motorista saiu da Av. Atlântica, atravessou ciclovia e calçada e foi parar na areia da praia de Copacabana, atropelando 15 pessoas (dado ainda a ser confirmado, mas acabo de ouvir que um bebê veio a falecer). Em Brasília, uma motorista atropelou um casal que fazia uma caminhada no Lago Norte matando os dois idosos e indo parar, seriamente ferida, no canteiro central da via, a EPPN - Estrada Parque Península Norte.
Não quero comentar os casos específicos que, obviamente, só serão esclarecidos depois das devidas apurações - qualquer juízo de valor a esta altura seria leviano. Mas quero focar nas circunstâncias que a imprensa vem noticiando: no caso do Rio, o motorista seria epiléptico e teria alegado ter sofrido uma crise ao volante; no caso de Brasília, embora ainda sujeito a confirmação por perícia técnica, o velocímetro do veículo travou a 120 km/h (atualmente, a velocidade da via está limitada a 60 km/h).
Portanto, sem personificar e apenas usando o que a imprensa vem falando sobre os dois casos, acho necessário e oportuno reforçar dois pontos: o primeiro (bastante óbvio mas ainda questionado por muita gente) é que velocidade mata. São as leis da Física. Independentemente de qualquer circunstância, para além do estabelecimento de limites mais moderados de velocidade (como foi o caso da EPPN recentemente), é preciso combater a cultura da velocidade.
O segundo ponto talvez seja menos claro, mas arrisco mesmo assim. Trata-se da compreensão de que conduzir um veículo automotor não é um direito natural das pessoas. Para exercer essa atividade, por si só complexa e arriscada, é necessário preencher condições muito restritivas, que nem sempre são claramente possíveis de ser prescritas nas leis. Estamos acostumados a discutir os limites do teor de álcool no sangue (ou, como proxy no ar dos pulmões), mas não debatemos outras condições que podem afetar nossa capacidade de perceber e reagir aos eventos que nos cercam quando estamos ao volante.
Seja por conta da idade, seja por conta das nossas condições de saúde, seja por conta de drogas (legais, muitas vezes medicamentosas) que consumimos, nossa capacidade de reação é fortemente afetada. E cabe a nós, só a nós, entendermos que NÃO estamos ou somos aptos a controlar uma tonelada de aço em determinadas condições. Isso não nos faz menores. Faz-nos, sim, mais responsáveis por nós próprios e pela coletividade.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
quinta-feira, 3 de março de 2016
"O reverso da gentileza", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"O reverso da gentileza", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Um bom remédio contra o comportamento dos espertalhões que se acham ases do volante pode passar pela exposição do papel ridículo que eles fazem"
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"Um bom remédio contra o comportamento dos espertalhões que se acham ases do volante pode passar pela exposição do papel ridículo que eles fazem"
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
"Mobilidade: A gentileza ocultada", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"Mobilidade: A gentileza ocultada", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Ser gentil no trânsito parece ser cada vez mais raro, mas as razões de boa parte dessa raridade talvez residam em um misto de medo e individualismo"
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"Ser gentil no trânsito parece ser cada vez mais raro, mas as razões de boa parte dessa raridade talvez residam em um misto de medo e individualismo"
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
"Mobilidade: A hora de virar o jogo", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"Mobilidade: A hora de virar o jogo", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Mudanças propostas na legislação de obras e de urbanismo são anunciadas pelo governo local, prenunciando um debate que pode colocar Brasília na rota da sustentabilidade"
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"Mudanças propostas na legislação de obras e de urbanismo são anunciadas pelo governo local, prenunciando um debate que pode colocar Brasília na rota da sustentabilidade"
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
"Propaganda da inoperância", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"Propaganda da inoperância", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Quais razões pode ter um órgão de trânsito para fazer questão de anunciar aos quatro ventos que não está fiscalizando o excesso de velocidade?"
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"Quais razões pode ter um órgão de trânsito para fazer questão de anunciar aos quatro ventos que não está fiscalizando o excesso de velocidade?"
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
"Outra vez, o celular", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"Outra vez, o celular", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Pesquisa mostra que as campanhas educativas institucionais não estão conseguindo convencer as pessoas de que celular não combina com volante – o que fazer, então?"
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"Pesquisa mostra que as campanhas educativas institucionais não estão conseguindo convencer as pessoas de que celular não combina com volante – o que fazer, então?"
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
"Uma chance para não ser desperdiçada", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat
"Uma chance para não ser desperdiçada", por Paulo Cesar Marques da Silva, no Blog do Noblat:
"Sentença judicial que anula a concorrência realizada pelo governo para o transporte por ônibus do Distrito Federal abre espaço para a democratização do processo"
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"Sentença judicial que anula a concorrência realizada pelo governo para o transporte por ônibus do Distrito Federal abre espaço para a democratização do processo"
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