Não se trata de uma resolução normativa da mesma natureza das que estamos acostumados a ver. O coração da resolução é seu anexo, intitulado "PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE CAMPANHAS EDUCATIVAS DE TRÂNSITO". É uma orientação que resulta do acúmulo de estudos, consultas e análises de experiências bem e mal sucedidas, e que pode (creio até que deve) ser seguida não apenas pelos órgãos e entidades que compõem o SNT, mas por todos os entes que se interessam em promover a segurança e valorizar a cidadania no nosso trânsito.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Campanhas educativas de trânsito
O Diário Oficial da União publicou hoje a Resolução n. 314/09 do Contran, que "estabelece procedimentos para a execução das campanhas educativas de trânsito a serem promovidas pelos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito".
terça-feira, 19 de maio de 2009
Não se pode elogiar
Fiz ontem um comentário que terminava elogiando a diligência do corpo técnico do Detran-DF. Hoje, tenho que registrar uma crítica.
Meio-dia, hora de saída de aula para uns, volta para casa para outros, o Detran mantinha bloqueadas pelo menos duas saídas da UnB e fechado para a realização dos testes um trecho da L3 Norte, sentido Sul-Norte. E sem nenhum aviso prévio...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Galeria urbana
E já que ainda ontem falávamos de pedestres e de seus desafios em nossa cidade, aí vai uma recomendação: visite o ensaio fotográfico Galeria Urbana, de Antônio Alberto Nepomuceno. Aliás, visite toda a coleção. Vale a pena!
Fim do mistério
Na quarta 6 e no domingo 10 deste mês postei textos e fotos sobre uma espécie de showroom, como disse Victor, que se instalou nas imediações do Hospital Universitário de Brasília. Hoje, voltando do almoço, vi que havia um movimento incomum de gente no local, além de veículos estacionados no gramado da UnB.
Aproximei-me um pouco e constatei que se tratava de um teste, como diziam placas afixadas nos equipamentos. Enquanto eu fotografava, vi um agente do Detran-DF percorrendo o trecho em uma motocicleta.

Aproximei-me ainda mais e, reconhecendo amigos entre os técnicos do Detran ali presentes, perguntei que testes eles estavam fazendo. Tratava-se de procedimentos de um processo licitatório do órgão para aquisição de novos equipamentos.
Findo o mistério, fica aqui, para os críticos contumazes da fiscalização eletrônica de velocidade (aqueles que enxergam na medida um mero mecanismo arrecadador para pegar condutores incautos), o registro da seriedade com que os técnicos de trânsito tratam o assunto.
Quanto aos tomadores de decisão (os governantes e demais dirigentes que demagógica e irresponsavelmente insistem em substituir "pardais" por barreiras) mantenho todas as críticas que já fiz.
domingo, 17 de maio de 2009
Eppur si muove
Vendo os últimos posts do Paulo – O Mistério da L3 e Pedestres têm vez? – dá a sensação de que os anos passam, mas o que vemos de evolução desde que havíamos analisado as condições dos pedestres nestes lugares (em fins do século passado, ainda sem um santo Google Earth...)?
Os profissionais “reconhecem que isso (as condições do pedestre) deve ser repensado, e estão reciclando seus conceitos”. Ah, bom. O Vaticano levou um tempinho também para reconhecer recentemente que Galileu não estava assim tão errado. Nesse ritmo, estamos bem. Enquanto reconhecem que algumas coisas devem ser repensadas – o que já é um passo... – a lusitana roda e atropela. E enquanto repensam, aliás, os pedestres continuam sem calçadas para descer da L2 para a UnB, no caminho ao lado do Cean. Não deve, como sempre, haver verba prevista para tanto. Ela pode ter ido para um certo showroom ali perto...
Os profissionais “reconhecem que isso (as condições do pedestre) deve ser repensado, e estão reciclando seus conceitos”. Ah, bom. O Vaticano levou um tempinho também para reconhecer recentemente que Galileu não estava assim tão errado. Nesse ritmo, estamos bem. Enquanto reconhecem que algumas coisas devem ser repensadas – o que já é um passo... – a lusitana roda e atropela. E enquanto repensam, aliás, os pedestres continuam sem calçadas para descer da L2 para a UnB, no caminho ao lado do Cean. Não deve, como sempre, haver verba prevista para tanto. Ela pode ter ido para um certo showroom ali perto...
Pedestres têm vez?
O Correio Braziliense que circula hoje tem uma boa matéria (também disponível na internet) sobre as condições que pedestres enfrentam em vias do Distrito Federal. O tema foi tratado por dois graduandos de Engenharia Civil da UnB que orientei em projetos de Iniciação Científica. Os trabalhos deles consisitiram em desenhar e testar procedimentos metodológicos para analisar as soluções que são dadas a conflitos entre fluxos de pedestres e fluxos veiculares; Antônio Marcos estudou o ponto de vista de pedestres e Glauber, o de técnicos de órgãos de trânsito.


Antônio Marcos constatou que os pedestres aprovam as medidas que são adotadas, considerando que algum tratamento é melhor que nenhum. Do relatório final de Glauber, vale a pena transcrever um trecho:
A partir do estudo pôde-se identificar que os profissionais, quando questionados sobre os conceitos de conflitos de tráfego, ainda seguem uma tendência de focarem o componente veicular do trânsito, identificando os cruzamentos e as rotatórias como destaques, citando dentre os elementos principais causadores desses conflitos o aumento do fluxo veicular, a prática de velocidades elevadas, além da geometria viária. Mas quando seguem para a análise das imagens, eles em sua maioria identificam também como elemento formador do trânsito o pedestre, além identificar que eles são a parte mais frágil dentro do sistema viário.
Identifica-se ainda que o fluxo veicular ainda é o aspecto principal considerado pela maioria dos técnicos. Porém, todos reconhecem que isso deve ser repensado, e estão reciclando seus conceitos tentando considerar de forma eqüitativa os três elementos formadores do trânsito, a via, os veículos e as pessoas, tendo estas últimas maior importância em todo esse processo.
Só para termos ideia, seguem exemplos de interseções. São só alguns exemplos da Asa Norte, com uma comparação entre os caminhos que os técnicos que as desenharam esperavam que os pedestres seguissem, e os caminhos que as pessoas realmente fazem.
Na via W3 Norte, o que os técnicos previram:

O que as pessoas fazem:

Entre as SCLN 300 e as EQN 500, como os técnicos previram:
O que as pessoas fazem no mesmo local:
Agora, a melhor de todas - como os técnicos esperam que as pessoas caminhem ao longo do Exinho:
E o que as pessoas de carne e osso realmente fazem:
domingo, 10 de maio de 2009
Mistério na L3 Norte
Em minha postagem anterior, de cinco dias atrás, comentei a instalação de uma barreira eletrônica na via L3 Norte de Brasília. Não via explicação para para ela num ponto que não requer redução de velocidade. Agora aumentou o mistério. Como o leitor pode ver na foto abaixo, multiplicam-se os dispositivos no mesmo ponto.

Alguns metros antes da barreira escandalosa (3) que mereceu meu comentário no dia 6, surgiu um conjunto de painéis laterais (2) e, ainda um pouco antes, uma barreira mais convencional (1). Tudo isso para manter a velocidade de 60 km/h que é o limite regulamentado para toda a via.
Continuo sem entender, mas agora acho que resolveram transformar aquele trecho num campo de testes de equipamentos eletrônicos de controle de velocidade. É só o que me ocorre. Ainda assim, fico sem saber o que exatamente se pretende testar desse jeito. Também não sei quem é que está fazendo o suposto experimento. Mas achei curioso que, nesta manhã, um cidadão (foto abaixo) sem qualquer identificação que fizesse supor tratar-se de um agente de trânsito, estava desviando os veículos para dentro da UnB, enquanto os colegas trabalhavam nos ajustes da perafernália.

Será que privatizaram a L3 Norte? Esperemos os próximos capítulos.
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