quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lições do açodamento

As trapalhadas, noticiadas pela imprensa (veja, por exemplo, a matéria do Correio Braziliense na internet), que foram desencadeadas pela entrada em vigor da lei que criou da CMT (Companhia Metropolitana de Trânsito) confirmam o absurdo que foi a tramitação do projeto na Câmara Legislativa em regime de urgência.

Como eu comentei na primeira postagem deste blog, o governador Arruda pediu urgência (e sua maioria parlamentar docilmente aceitou) para um projeto de lei que dormitava esquecido havia meses na Câmara Legislativa, unicamente para impor uma derrota aos servidores do Detran-DF que estavam em greve pela valorização da categoria. Pois bem, a tramitação açodada, sem passar pelas comissões devidas, resultou nisso que vemos agora: um vácuo na fiscalização, que, apesar de ser atividade essencial para a segurança do trânsito, vem sendo sistematicamente desmoralizada por atos e omissões de dirigentes do governo Arruda (com as honrosas exceções de gente como Silvaim Fonseca e Jair Tedeschi).

É preciso agir com urgência para restaurar a autoridade de quem tem a responsabilidade de zelar pela segurança. Mas também é preciso punir severamente quem, trabalhando com outras agendas que não a do interesse público, produz trapalhadas como essa. Isso é assunto para o Ministério Público?
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