segunda-feira, 20 de julho de 2009

É a economia, estúpido

A frase ficou famosa na campanha que levou Bill Clinton à Casa Branca pela primeira vez, mas bem que podia ter sido repetida no parlamento brasileiro, durante a tramitação do projeto de lei que regulamenta o motofrete.

Certamente com a melhor das intenções (eles são sempre bem intencionados, não são?), os parlamentares primaram pelos cuidados na formação dos motoboys. Estabeleceram até um curso, a ser detalhado pelo Conselho Nacional de Trânsito, destinado a promover o comportamento seguro nas ruas. Muito bem!

Mas isso é só um lado da regulamentação - o lado do enquadramento do trabalhador. O que não está resolvido é o lado da regulação das relações de trabalho. No final das contas, o contratante vai continuar livre para pagar o motofretista por entrega - e com os menores valores que puder, é claro. E o motofretista vai continuar se sujeitando a ter que fazer muitas viagens por dia, para levar para casa uma remuneração que considere razoável.

No final das contas, o que você acha que vai falar mais alto, o curso de formação ou o pão de cada dia?

Chamem o marqueteiro de Clinton. Rápido!
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